domingo, 31 de janeiro de 2010

Anjo do inverno

Há um anjo, que a pouco eu posso ver.
Eu vejo um manto em seu rosto
Incessante seria distingui-lo
Porque é imperceptível e intocado!
Sempre só, dos outros que há de existir,
Soando alto, nas nuvens deste inverno.
Ó anjo, que parece me acompanhar,
Quais são os seus ditados?
Conta-mês os segredos dos céus...
Anjo meu, se assim o tenho,
Se assim posso lhe chamar,
Por estar aqui, sempre comigo,
Anjo faz-me sentir fora de mim,
Eu quero penetrar em sua realidade, fantasia.
E esquecer daquilo que é concreto em mim.
Anjo, anjo que alimenta a minha imaginação.
Seu cheiro, que me traz vida, e o medo da morte.
Lembra-me o sereno, a religião,
A dor, a solidão!
Anjo vem até a mim, e mostre aquilo que tens.
Oculto, saltando por ventos.
Por aves, deste inverno tenebroso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário