Contra o meu próprio tempo,
Confundo-me e assim a teu olhar.
Na minha culpa, a desculpas.
Eu me submeti a ti como nunca,
Afoguei-me em lágrimas, sem causa, ao fim.
Não ouve nada que pudesse me contemplar.
Na ausência de mim mesmo, sua procura.
Se caminhos diferentes se desencontram,
Vou até o céu, e só ficarei.
Na minha ausência a tua procura,
Sua inquietação a minha pertinência.
Quer-se, em fim, souber do que se propaga em ti,
Busca tua própria ganância em ser,
Alimenta o que te mata, por dentro.
Tem-se que ser, que sejas então!
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